O processo

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Alessandro Shinoda, Folhapress

Não, não é o livro de Kafka. O nome do post poderia ser Pesquisando no Tribunal de Justiça II – já que dá continuidade a esta postagem.

Ainda em 2018, com o impasse da certidão de nascimento da avó de meu marido (conforme escrevi aqui, ela se autorregistrou em Cartório para casar – e essa certidão era tudo o que tínhamos dela), passamos a imaginar se seria possível não haver registro de seu nascimento feito na época em que ela veio ao mundo.

  1. De acordo com a família dele, antes de completar um ano ela embarcou com os pais para a Itália, onde lá ficou por dez anos antes da família retornar para São Paulo.
  2. Supomos que antes do embarque, por questões burocráticas, ela deveria ter seu próprio documento, apontando a filiação.
  3. Supomos também que não arriscariam uma viagem de navio para outro continente com um recém-nascido sem antes batizá-lo.

Certamente havia um registro.

Lembram que escrevi que à margem de seu registro tardio havia um número de processo? E que fui ao Foro Central buscar informações sobre ele?

Pois bem.

Nos meses finais de 2017 obtivemos no Foro Central os dados de localização de tal processo junto ao Arquivo do Tribunal. No começo de 2018 fomos ao Arquivo Central (no bairro do Ipiranga, em São Paulo), preenchemos um formulário com tais dados e solicitamos um desarquivamento. Pesquisando no sistema, o funcionário afirmou que o processo estava arquivado no Arquivo de Jundiaí. Assim, preenchemos outro formulário solicitando a busca e a remessa dos autos do processo para o Arquivo do Ipiranga, tendo sido orientados a voltarmos lá em cinco dias úteis.

O processo mencionado na margem do registro tardio certamente seria a chave para resolver o mistério! Naquele processo continha a decisão que autorizou, no caso específico da avó do meu marido, o registro tardio. Com todas as pessoas da família envolvidas nesse assunto já falecidas, a avó dele faleceu em 1989, seu esposo alguns anos depois e pais (bisavós de meu marido) já há algumas décadas, os autos do processo seriam a fonte fidedigna para resolver esse mistério.

Cinco dias úteis se passaram e retornamos ao Arquivo do Ipiranga e descobrimos… que os autos haviam sido extraviados. Não encontraram nadica de nada.

Cosa faccio? Cosa facciamo? O que faço agora, o que fazemos agora?

O que fizemos é assunto para outra postagem.

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